Flusser nos textos "Nosso programa" e "Imagem com computador" segue falando da tecnologia e nos apresenta três abordagens: a finalística, a causalística e a programática e sua relação com a liberdade fotográfica. O recurso finalístico refere-se ao proposito final da imagem, as pessoas agem motivadamente para atingir um fim, considera "o universo situação que representa um estágio num progresso rumo a um estágio final entendido." Como tudo se direciona para estagio final o homem não se sente livre, não pode se opor ao destino. O recurso causalístico, representado pelas ciências da natureza, é definido por "causa-efeito", os seres humanos agem em reflexo. Considera "o universo situação que surgiu necessariamente de lições prévias, e que terá por consequência situações necessárias futuras." As imagens são uma consequência de outras que passara e servirão de causa para imagens futuras, o que gera uma falsa liberdade. Com a programação atual estas duas abordagens estão sendo substituídas pela abordagem programática que enfatiza o acaso. A realidade futura está pré-programada nos aparelhos e ainda que usufrua de elementos causalísticos e finalísticos se revelará ao acaso. E isso fica evidente no texto "Imagem com computador" onde Flusser argumenta que essa transformação altera profundamente nossa interação com as imagens, uma vez que a intenção do criador é moldada pela lógica do programa. Dessa forma, as imagens digitais desafiam a visão linear da causalidade e introduzem uma nova dimensão de complexidade no âmbito da estética e da comunicação visual. Cabe a nós "captá-los em sua concreticidade cretina de um funcionamento programado, absurdo. A fim de podermos compreendê-los e destarte inseri-los em meta programas." Ou seja a liberdade depende se conseguiremos deixar de ser manipulados e jogaremos o jogo.
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