domingo, 20 de outubro de 2024

Storyboard p/ stopmotion I



 















Parágrafo "Nosso programa" e "Imagem com computador"

 Flusser nos textos "Nosso programa" e "Imagem com computador" segue falando da tecnologia e nos apresenta três abordagens: a finalística, a causalística e a programática e sua relação com a liberdade fotográfica. O recurso finalístico refere-se ao proposito final da imagem, as pessoas agem motivadamente para atingir um fim, considera "o universo situação que representa um estágio num progresso rumo a um estágio final entendido." Como tudo se direciona para estagio final o homem não se sente livre, não pode se opor ao destino. O recurso causalístico, representado pelas ciências da natureza, é definido por "causa-efeito", os seres humanos agem em reflexo. Considera "o universo situação que surgiu necessariamente de lições prévias, e que terá por consequência situações necessárias futuras." As imagens são uma consequência de outras que passara e servirão de causa para imagens futuras, o que gera uma falsa liberdade. Com a programação atual estas duas abordagens estão sendo substituídas pela abordagem programática que enfatiza o acaso. A realidade futura está pré-programada nos aparelhos e ainda que usufrua de elementos causalísticos e finalísticos se revelará ao acaso. E isso fica evidente no texto "Imagem com computador" onde Flusser argumenta que essa transformação altera profundamente nossa interação com as imagens, uma vez que a intenção do criador é moldada pela lógica do programa. Dessa forma, as imagens digitais desafiam a visão linear da causalidade e introduzem uma nova dimensão de complexidade no âmbito da estética e da comunicação visual. Cabe a nós "captá-los em sua concreticidade cretina de um funcionamento programado, absurdo. A fim de podermos compreendê-los e destarte inseri-los em meta programas." Ou seja a liberdade depende se conseguiremos deixar de ser manipulados e jogaremos o jogo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

"Filosofia da caixa preta" cap. 7, 8 e 9

 Nestes capítulos o autor discorre sobre a recepção da fotografia, o universo fotográfico e fala ainda da filosofia nesse universo. Ao mencionar a recepção das fotografias enfatiza que a imagem física não passa de papel e portanto não tem valor para o receptor, o que realmente importa é a cena mostrada, que vai ser magicizada pela pessoa que verá a imagem e a tomará como realidade. Ainda que essa imagem esteja acompanhada de um artigo ele não é levado em consideração, pois o receptor "Não quer explicação sobre o que viu, apenas confirmação. Está farto de explicações de todo tipo. Explicações nada adiantam se comparadas com o que se vê." Nesse sentido não é considerado o contexto da imagem(as causas e efeito), com isso os aparelhos modelam seus receptores. Quando falamos de universo fotográfico é importante destacar que as imagens são ignoradas ao serem alteradas constantemente como Flusser explicita no trecho "O “progresso” se tornou ordinário e costumeiro; a informação e a aventura seriam a paralisação e o repouso. Neste universo tudo acontece ao acaso e se realizará necessariamente. O autor por fim defende o surgimento de uma filosofia da fotografia para que possamos ser livres em um mundo comandado por aparelhos, e alega "urgente por ser ela, talvez, a única revolução ainda possível."

GIF animado

     




 

domingo, 13 de outubro de 2024

Imagem Photopea em grupo


 

Foto:

  • Francisco Ruiz

  • Raissa Silva

  • Isabella Melo

  • Fernanda

  • Vinícius Valois Oliveira

  • Ismael Nunes

  • Marina Almeida Cunha

"Filosofia da caixa preta" cap. 4, 5 e 6


Nos capítulos 4, 5 e 6 do livro, Flusser aborda os temas: o gesto de fotografar, a fotografia e a distribuição da fotografia. Ele aponta as diversas possibilidades e escolhas que o fotógrafo tem no processo de produção até finalmente apertar o gatilho, ainda que estas estejam pré-programadas no aparelho. Evidenciar que, independente de quem tire a foto, mesmo que seja uma criança, é necessário definir um conceito que já está inscrito na câmera. O fotógrafo deseja ser lembrado através de imagens, e o aparelho controla o processo para que ele consiga se aprimorar e capturar a imagem. O gesto de fotografar, como define o autor, é: "[...] é um gesto caçador no qual aparelho e fotógrafo se confunde para formar uma unidade funcional inseparável", ou seja, a integração dos conceitos programados no aparelho e no fotógrafo para formar fotografias. E estas "são imagens técnicas que transcodificam conceitos em superfícies." Por fim, ele relaciona a distribuição das fotografias com a cultura e a recepção dessas imagens pelo público. A fotografia molda o receptor, ao mesmo tempo em que pode ser interpretada de diferentes formas, a depender do meio de distribuição. Fisicamente, ela não tem valor; o importante é a informação passada. Por isso, é importante ficar atento ao papel da imagem e ao seu canal de distribuição para não cair na cultura de massificação.





terça-feira, 8 de outubro de 2024

"Filosofia da caixa preta" cap.1,2 e 3

 O livro a filosofia da caixa preta coloca o leitor sobre uma nova ótica ao criticar a relação homem-instrumento e mostrar como a sociedade tem se tornado vez mais banal e dependente de suas próprias invenções, evidência também a importância de jogar o jogo e não se deixar levar pela cultura em massa, explorar cada vez mais a caixa preta mesmo sabendo que ela nunca será desvendada ao todo, pois há sempre uma nova forma de inovar. O autor faz uso de elementos do universo fotográfico para formulação do pensamento por meio das imagens técnicas. Trás conceitos como a idolatria e textolatria  que representam a alienação do homem.

Capa do livro

Critica estruturada- Foto luz e sombra II por Laís Helena

Foto:Laís Helena

A imagem tem uma ótima execução, está bem acabada (sem marcas de rasgos ou amassados). O enquadramento está bom, não deixa claro que é um papel o que gera a reflexão do que pode ser, seguindo bem a proposta do exercício. A continuidade das linhas se mantém por toda a fotografia trazendo um certo equilíbrio. Podemos ver uma presença maior das sombra que da uma sensação de profundidade interessante. A luz aparece de forma bem sutil nas linhas, o que gera um incômodo pela ausência de uma luz mais evidente.

Eu gostei bastante pois imagem está linda e bem equilibrada trazendo uma sutilidade e um ar meio misterioso.




quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Caderno técnico

o video de manipulação vai ser adiciona na terça porque eu esqueci de fazer